Uma Outra Viagem...
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Todos sabemos como começa. Como termina depende de cada um de nós.

Arnoud/Male/26-30. Lives in Brazil/Rio Grande do Norte/Natal/Potilândia, speaks Portuguese and English. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection.
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Brazil, Rio Grande do Norte, Natal, Potilândia, Portuguese, English, Arnoud, Male, 26-30.

Blog da Cora

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...Fazer Algo Para Melhorar!


Querido Leitor


Percorrendo Horizontes (minha página)

Sábado, Fevereiro 25, 2006


A Honra Ofendida da Humanidade

Relatório apresentado, na última quinta-feira (16/02), em Genebra, sob encomenda da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, afirma que, sobretudo no referente ao tempo de detenção e ao isolamento, as ¿condições gerais de detenção¿ na prisão de Guantânamo constituem indiscutivelmente tratamento ¿desumano¿. Os cinco especialistas responsáveis pelo relatório assinalam, com retenção, que, em ¿certos casos¿, o tratamento ministrado aos detidos ¿aparenta-se¿ a torturas. Pedem a revogação pelo Departamento de Defesa estadunidense da autorização de ¿técnicas especiais de interrogatório¿ e recomendam o encerramento da prisão e julgamento imediato dos seus 520 prisioneiros.

Assim, finalmente a ONU dá os primeiros e tímidos passos em direção da recriminação do espetáculo monstruoso praticado, diante dos olhos estarrecidos da opinião pública mundial, nos últimos quatro anos, desde a fundação, em desrespeito aos mais elementares direitos humanos e jurídicos, de campo de concentração para prisioneiros políticos, na baía de Guantânamo, em território cubano que os USA ocupam, ao arrepio da legalidade internacional, também sem qualquer condenação da ONU.

Ao dissociar-se das conclusões mais positivas do relatório pedido por instituição do organismo que preside, Kofi Annan, secretário geral da ONU, propôs que, ¿mais cedo ou mais tarde¿, o campo deveria ser fechado, sendo, por seu envergonhado pronunciamento, repreendido prontamente por Donald Rumsfeld, secretário da Defesa dos Estados Unidos, que afirmou: ¿Ele está completamente errado. Não devemos fechar Guantânamo. Temos várias centenas de terroristas, pessoas más [sic], pessoas que, se voltassem à ação, tentariam matar americanos.¿

Eu não sabia, eu não queria

Diante da crescente oposição mundial, os mais próximos e subservientes aliados do governo Bush apressaram-se em tomar distância quanto à manutenção do campo. Um dia após a divulgação do relatório, Tony Blair, premiê britânico, propôs que sempre considerara a prisão uma ¿anomalia¿. O governo Berlusconi, que mantém também tropas no Iraque e no Afeganistão, defendeu, por sua vez, a necessidade de conciliar a ¿luta contra o terrorismo com a proteção¿ ¿dos direitos e da dignidade dos homens¿.

John Sentamu, arcebispo africano de York da Igreja Anglicana, foi mais explícito. Propôs que o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos acuse a administração Bush diante dos tribunais estadunidense e internacionais, caso não cumpra a recomendação. O arcebispo propôs: "O pilar de qualquer sociedade democrática é que todos são iguais perante a lei, inocente até que se prove o contrário, e todos têm direito à representação legal.¿

O campo de prisioneiro de Guantânamo não constitui inábil iniciativa da administração Bush, excrescência conservadora possível de ser desmontada e superada devido ao seu caráter negativo na campanha mundial contra o ¿terror¿. Sua fundação, em janeiro de 2002, constituiu pensada iniciativa com função precisa no âmbito do ambicioso movimento que visa a submissão de princípios, práticas e instituições, nacionais e internacionais.

Campanha mundial

Em 11 de setembro de 2001, o ataque terrorista integralista islâmico às Torres Gêmeas de Nova Iorque prestou valiosa ajuda ao governo Bush que pode superar a falta de credibilidade e apoio interno nascida de vitória eleitoral conquistada através de golpe jurídico e colocar em marcha, com vastíssimo apoio nacional e internacional, o antigo projeto republicano de submissão colonial das reservas petrolíferas mundiais que escapavam ao domínio yanquee.

O primeiro passo na ambiciosa campanha estadunidense foi o ataque tático a governo talibã que recebera, anos antes, sua ajuda militar no combate à revolução laica e socialista afegã que ensejou a intervenção soviética. Após a dispersão desse governo integralista, a administração Bush promoveu a construção de campo de prisioneiros, fora das fronteiras nacionais USA, para três mil prisioneiros, inaugurado com uns 160 militantes da Al Qaeda e afegãos, acrescidos a seguir de detentos de quarenta nacionalidades.

A definição dos prisioneiros do Afeganistão, Iraque e de outras regiões do mundo, envolvidos ou pretensamente envolvidos em ação anti-estadunidenses, como "combatentes inimigos", e não "prisioneiros de guerra", criou excrescência jurídica em contradição com o direito internacional, ao colocar os prisioneiros em limbo jurídico, à margem de quaisquer salvaguardas. Os ¿combatentes inimigos¿ seriam julgados quando a administração militar quisesse, sem assistência jurídica autônoma, por tribunais militares secretos, se necessário.

A escolha do local da prisão não foi aleatória. A base naval de Guantânamo, no sudeste de Cuba, com 170 km2, foi fundada quando da invasão de Cuba, em 1898-1902. Em 2 de julho de 1903, o governo USA ditou à administração títere do país, a entrega da baía, por tempo indeterminado, por cinco mil dólares anuais, que paga, hipócrita e religiosamente, cada ano. A definição de Guantânamo como sede do sinistro campo de concentração constituiu uma outra agressão ao povo cubano e latino-americano.

Espetáculo mundial

Assim, há mais de quatro anos, os prisioneiros foram encerrados, inicialmente no sinistro Campo X-Ray de Guantânamo, em jaulas de malha arame, de dois metros por três. Atados pelas mãos e pés, olhos, boca e ouvidos tapados, portando sinistros macacões laranja, foram submetidos, por longos intervalos, a espancamento, altas e baixas temperaturas, ruídos infernais, privação de sono. Sem direito a contatos pessoais, receberam injeções paralizantes, medicação forçada, alimentação violenta, quando ensandeceram ou ensaiavam desesperados atos de resistência. Responsável por Guantânamo, o general Geoffrey Miller definiu o princípio geral que rege a prisão: "Eles são como cães, e se você os deixa acreditar em algum momento que são mais do que cães, então você perdeu controle sobre eles".

Porém, por paradoxal que parece, o terrível campo de Guantânamo não é sequer de longe o mais sinistro centro de detenção estadunidense, fora dos USA. Ao contrário, talvez seja aquele em que os presos gozam de maiores garantias. Sabe-se que, em países complacentes, sobretudo da Europa e da Ásia, em prisões clandestinas, prisioneiros fantasmas, suspeitos de poder fornecer informações, são torturados ¿ até a morte, se necessário ¿, pois sequer se reconhece suas prisões.

É também do conhecimento mundial a complacência dos governos europeus para com o uso de seus aeroportos por aviões fantasmas da CIA, na transferência desses prisioneiros sem registro, em centenas de vôos da morte que as autoridades européias jamais viram, como jamais foram vistos os milhares de vagões sinistros que circularam através da Europa, com as portas lacradas, transportando milhões de velhos, adultos, jovens e crianças para os campos de extermínio nazistas.

O importante em Guantânamo não é a obtenção de informação. Sua função principal é de explicitar a prerrogativa estadunidense de negar os direitos humanos e civis mínimos, de qualquer cidadão, segundo suas necessidades. Ali se encontram prisioneiros capturados, quase ao acaso, nas operações iniciais no Afeganistão que, não raro, sequer sabem, ao igual que os carcereiros, por que estão presos. Alguns têm treze, outros, oitenta.

Vitrine pedagógica

O tratamento desumano de Guantânamo não é resultado do excesso de carcereiros sádicos ou mal-treinados. São ações planejadas e determinadas, em detalhes, pelo Departamento de Estado, executadas diante dos olhos da opinião pública mundial, para criar aceitação passiva que ensejasse, finalmente, o reconhecimento do direito legal do exercício de violência sem limites contra prisioneiros políticos e de opinião.

Na Alta Idade Média, entre os direitos feudais mais draconianos estaria o de estripar um servo, no inverno, para aquecer os pés dos senhores. A função principal desse direito ¿ efetivado, é crível, raramente ¿ era constituir prerrogativa legal dos dominadores que enterrava, nas profundidades da consciência dos dominados, o terror pânico e a idéia da superioridade de seres capazes de exercer, legalmente, ato tão extremo.

O direito de tortura moderada de palestinos, reconhecido no passado pela Corte Suprema de Israel, tinha como principal objetivo, não legalizar atos criminais de militares e policiais, mas neutralizar, através do medo da tortura institucionalizada, a oposição das populações dos territórios ocupados. O Departamento do Estado organizou a prisão de Guantânamo e orquestrou a defesa, nos Estados Unidos e no mundo, da legalidade da tortura de prisioneiros políticos. Assim como o governo inglês tentou institucionalizar o direito de execução sumária de suspeitos de terrorismo, quando da criminal ação que vitimou um brasileiro.

Doutores da morte

Defendendo a tortura, intelectuais registraram a que ponto a barbárie invade a humanidade, sob o domínio do capitalismo em sua fase senil. O psiquiatra e doutor por Harvard Charles Krauthammer, colunista do "The Washington Post", defendeu o caráter ético e o ¿dever moral¿ de "pendurar¿ um possível terrorista ¿pelos polegares¿. Alan Dershowitz, catedrático de direito em Harvard, propôs legislação que permita submeter a "dor atroz" um prisioneiro, desde que não se deixe marcas! Fritz Allhoff, filósofo da Universidade Western Michigan, defendeu leque legal de técnicas de interrogatório que comportaria "privação de comida¿, "cargas elétricas¿, ¿asfixia por afogamento", ¿arrancar as unhas", etc.

Com a prisão de Guantânamo, o imperialismo estadunidense busca atribuir-se o direito de prender, em qualquer parte do mundo, cidadãos, de qualquer idade, sexo e nacionalidade ¿ à exclusão, ainda, de estadunidenses ¿ e submetê-los à tortura e à prisão, sem julgamento e sem reconhecimento de direitos, pelo tempo que quiserem. Trata-se de projeto de aniquilamento dos direitos humanos, democráticos, civis e nacionais jamais proposto, até agora, em forma aberta e pública. Tudo em nome da luta contra as ¿forças do mal¿, ou seja, contra todos que se opuserem às necessidades imperiais.

Se o nazi-fascismo tivesse vencido, a execução e eliminação de judeus, comunistas, ciganos etc., exercida em forma multitudinária, mas clandestina, antes e durante a Segunda Guerra, teria certamente sido retirada da ilegalidade e semi-ilegalidade e elevada ao nível de exercício de ato legal, para melhor manter na submissão, pelo terror, as populações da Europa.

O exercício do terror apóia-se necessariamente em posição de dominação, para impor a dominação. A inesperada resistência iraquiana e afegã, a crescente mobilização social mundial e, finalmente, as manifestações anti-imperialistas islâmicas ensejadas pelas charges dinamarquesas debilitaram o consenso imposto pela administração Bush aos seus aliadas, no que se refere ao projeto imperial de legalização do exercício do terror e de negação de direitos civis, democráticos, individuais e nacionais.

No sábado passado, ao uniur-se ao coro mundial que pede fim da prisão de Guantânamo, o The New York Times avançou algumas das razões da atual dissociação por governos e instituições ocidentais sobre fatos que se arrastam há quatro anos: "Quem necessita de pequenas histórias imaturas para incitar o mundo muçulmano quando se tem o sistema de prisão da administração Bush? Uma razão pela qual a Casa Branca se encontra tão impotente contra a violência gerada pelas charges dinamarquesas é que desperdiçou muita de sua moral em Guantânamo e Abu Ghraib.¿ Ou seja, quando os povos lutam como leões, e de bom alvitre não tratá-las como cães!

O governo Lula da Silva tem-se desdobrado no apoio às políticas externas estadunidenses: integra com destaque na ocupação militar do Haiti; votou servilmente quando do envio do Irã ao Conselho de Segurança, por exercer direito nacional; participou da exigência de prosseguimento da investigação do governo sírio pelo assassinato de Hariri, etc. Apesar de hospedar em suas filas alguns ex-presos políticos, enfeitiçados pelas delícias do exercício do poder em nome dos poderosos, não emitiu até agora sequer um muxoxo sobre o campo de prisioneiros. Se algum dia perguntarem a Lula da Silva sobre o silêncio cúmplice, dirá certamente que ¿não sabia de nada¿ sobre Guantânamo.

Mário Maestri



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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006


Vestivular

Qual a função do esqueleto?



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Terça-feira, Fevereiro 21, 2006


Beautiful Night

Vi quase todo o show e gostei muito. De algumas maneiras foi mais emocionante do que o de 98. Todas as mudanças políticas e sociais que o mundo e o Bono passaram nestes anos foram exploradas pela banda, tanto nas composições quanto na apresentação. Stuck In A Moment, Elevation, Beautiful Day, músicas dos dois discos mais novos agradaram bastante

Entretanto fiquei chocado com a falta de voz do Bono. Miss Sarajevo foi vergonhosa! Deviam ter cortado já que ele claramente não tinha condições de cantar com sua voz normal, muito menos uma seção operística.

O segundo Bis foi meio estranho, o ápice do show foi One, depois a coisa foi esfriando. Bono estava meio perdido. Será que ele ficou mesmo emocionado?

Gostei muito das projeções, tanto das imagens quanto das frases em português. Ver as bandeiras dos paises da América Latina passando foi muito legal assim como a declaração dos direito humanos. Mas o que mais me emocionou foi ver a palavra COEXISTA, escrita com o Crescente Vermelho, a Estrela de Davi e a Crus Cristã. A mensagem é muito clara e muito bonita.

Bola fora da Globo, que além de não passar o show ao vivo, colocou vários comerciais no meio. Ainda tivemos que agüentar o mala do Zeca Camargo falando bobagens e quebrando o clima. Além disso, tudo a escolha das imagens e das cores foi muito ruim, em vários momentos não conseguíamos ver direito o que se passava.

A platéia deu um show à parte. Havia uma paixão no ar, a sensação de que se tratava mesmo de uma ocasião rara e que devia ser aproveitada ao máximo. Um momento muito especial foi quando Bono pediu que todos levantassem seus celulares. Ao mesmo tempo em que era visualmente muito bonito, relembrava época em que os isqueiros iluminavam os shows e marca a transição para os tempo turbinadamente tecnológicos em que vivemos.

Na minha humilde opinião um show muito melhor do que o dos Stones.

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U2 a Oito Anos

Há sete anos menos uma semana eu estava em São Paulo para ver o segundo show do U2 no Brasil. Foi a primeira vez que eu fiz uma coisa destas para ver uma banda de rock.

Aquela era a turnê PopMart no qual havia um telão de uns 40 metros de largura e uns 25 de comprimento, que exibia cores muito chapadas. Ainda hoje algo deste tipo impressionaria muito.

Chegamos cedo ao Morumbi e passamos horas na pista. Teve um show do Gabriel O Pensador, que passou quase despercebido. O momento era especial, poucos ali haviam visto o U2 ao vivo. A maioria era de fãs. Eu conhecia as músicas é claro, tinha uma versão de colecionador do disco The Josua Three entretanto nada era nada tão fanático assim. Fomos eu e Black, este sim o admirador que conhecia os músicos e as músicas há muito tempo.

Mas quando finalmente os caras entraram no estádio, pelo meio da platéia, foi um momento muito especial. Um entre muitos daqueles dias. Bono passou bem perto de mim, uns 3 metros, pude ver a cor dos seus olhos. A apresentação foi excelente, tocaram tudo o que queríamos e algo mais. Eu, que nem era muito fã lembrem-se, chorei umas 3 ou 4 vezes. Uma delas abraçado ao Black.

Numa sociedade em que nos fechamos cada vez mais, tanto física quando emocionalmente, os shows de música são uma das poucas situações nas quais nos aproximamos dos outros.

O que diferencia o U2 do resto é a coragem de se engajar em causas políticas, quase um crime nos dias atuais onde o que importa é ser o mais alienado e consumista possível. Bono, o Bom, apesar das críticas que recebe dos comentaristas ¿cabeças¿, mantém sua ação pelas causas humanitárias por que alia sua fé católica à sua capacidade de mover as pessoas. Sejam elas fãs ou políticos.


Naquela viagem também encontrei uma pessoa muito especial na minha vida. Uma pessoa que tem me acompanhado e me ensinado deste então. Com ela viajei de muitas maneiras de por muitos lugares de diferentes.

Talvez as coisas de fato aconteçam por "mysteriuos ways..."



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Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006


O Som é Tudo

Outro dia estava vendo um programa especial sobre a videorreporter Renata Falzoni. Apesar de ser camerawoman e fotografa profissional a décadas, ela disse que pra ela o som é que comanda o trabalho.

Imagine como seria este comercial sem o som.



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Domingo, Fevereiro 19, 2006


Por que viajar de bicicleta?

"Porque nos gusta el deporte.

Porque no queremos ver el mundo desde detrás de un cristal, ni pasarlo de largo.

Porque no sólo queremos verlo, sino también sentirlo.

Porque permite parar fácilmente para fotografiar el entorno.

Porque la bicicleta es un ejemplo de limpieza, vida sana y respeto."

Eneko Etxebarrieta



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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006


"Está na hora de colocarmos o pé para fora do carro"

Ótimo artigo de Cristiano Hickel no site Ambiente Brasil.

Aos poucos o carro torna-se o principal inimigo de uma vida sadia em sociedade. Seja pelo poluição direta e indireta, seja pelo enorme espaço ocupado, seja pelo barulho ou seja como símbolo de exclusão.

Para ler e refletir.



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Terça-feira, Fevereiro 14, 2006


Poeira Espacial e Novos Horizontes

Stardust@home faz parte do projeto Stardust, uma nave especial lançada em 1999 que passou pela cauda do cometa Wild-2 e que voltou à terra no dia 15 de janeiro deste ano.

Pequenas quantidades de poeira interestelar foram capturadas num aerogel, uma espécie de gel muito tênue. Estes partículas serão analizadas e se espera aprender muito sobre a formação do sistema solar, entre outras coisas.

Mas antes é preciso que tais partículas sejam encontradas. Elas são muito pequenas e estão em quantidades ínfimas. Para tanto existe o Stardust@home.

Semelhante ao seti@home, a idéia é que voluntários do mundo todo participem vasculhando pequenas porções do aerogel. O processo todo será feito atrás da Internet. Aqueles que encontrarem pelo menos uma partícula terão seus nomes constando dos artigos científicos resultantes.

Uma oportunidade única!

Vejas as regras para participar.


New Horizons é o nome do projeto de visitar pela primeira vez o planeta Plutão. A nave foi lançada no dia 19 de janeiro numa viagem que vai durar 9 anos e percorrer mais de 5 bilhões de quilômetros. Novamente o objetivo é conhecer mais sobre o surgimento do planeta Terra e do Sistema Solar. Alias, após passar por Plutão a New Horizons vai seguir em direção ao Cinturão de Kuiper, uma imensa região que envolve todo o nosso sistema solar e é constituída de bilhões de elementos que tem o tamanho de pedras até o de pequenas luas.

Mas o projeto tem uma característica a mais. Quando a nave chegar a Plutão vai enviar um sinal de rádio em direção à Terra, sinal este que vai abrir uma caixa onde há um DVD. Pois neste DVD estarão gravadas imagens do ano de 2006 enviadas por qualquer pessoa que queria participar. A idéia é que seja uma Cápsula do Tempo e que daqui a 9 anos possamos ver as diferenças que ocorreram em nosso mundo. Ou seja, quem participar está enviando uma mensagem para o futuro. Preferencialmente as imagens devem ser de coisas que podem mudar para melhor nestes nove anos, incluindo paisagens, construções, formas de vida, etc.

Novamente uma chance que não aparece todo dia.

Veja como enviar uma imagem.

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A Menor Maioria

Veja a resenha para o livro The Smaller Majority de Piotr Naskrecki, feita pelo Marcos Sá Corrêa na revista eletrônica O Eco.

O livro é uma coletânea de fotos e texto sobre insetos e outros pequenos seres que habitam nosso mundo.

O autor, além de fotógrafo, parece ter também o dom para as palavras .

"sem me mexer, eu posso sentir o rio da vida correndo a minha volta, cada polegada quadrada dos arredores vibrando de movimento".



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Sábado, Fevereiro 11, 2006


O melhor Elogio

Sou professor.

Sou professor de informática. Para muitos é apenas um bico. Nada de especial. Mas é o meu emprego.

Às vezes imagino que o meu trabalho faz alguma diferença, que de algum modo influencio positivamente a vida dos meus alunos. Alguns deles pelo menos.

Mas em geral tenho noção da minha pequenez. É um ensino técnico, de curta duração, onde os alunos querem apenas aprender os comandos. Tenho um plano de trabalho a cumprir, e o cumpro, que deixa os professores meio engessados. Enfim, informática básica não é um assunto que permita muita discussão.

Entretanto, de tempos em tempos, acontecem coisas que mostram que meu esforço tem algum retorno.

Esta semana, após alguns anos, reencontrei meu amigo Cleber. Fiquei muito feliz de conversar com ele e de conhecer sua esposa. Sem saber o que eu fazia, ela fez alguns elogios a um professor que teve no Senac no começo dos anos 90. Segundo ela, as aulas foram tão boas que até hoje ela usa os conceitos que ele ensinou, mesmo que não use os comandos dos DOS.

Falei que dava aulas disse e ela me disse que eu devia ficar feliz de fazer este trabalho. Que eu estava deixando uma marca, ajudando as pessoas a usarem os computadores.

O melhor elogio é aquele que não é proferido como tal.

Dormi muito leve naquela noite.

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Pink Floyd ao Vivo

Na noite de sexta feira fui ao Buda Pub assistir a uma apresentação do Sigma 6, banda cover do Pink Floyd do meu colega Itérbio.

Fui com o Black, que por incrível que pareça não se atrasou!

Eu não conhecia o bar e achei muito legal o fato de ser aberto, portanto não era insuportável o cheiro de cigarro, coisa que me afasta bastante desses lugares.

O show foi ótimo, os caras tocam muito bem, ora copiando exatamente os mesmos timbres originais ora sabendo adequar as versões. Na primeira parte do show tocaram várias musicas do The Wall. Quando entraram com In The Flesh eu quase chorei. Mas o ponto alto foi Confortably Numb, contado em coro com a platéia que não chegou a encher o local, mas era de verdadeiros fans. Quando tocaram Dogs, música que não é farinha de feira, o pessoal cantou junto o solo de guitarra.

Um dos destaques foi o VJ. Sim, havia um telão onde o cara projetava cenas do filme The Wall e outras imagens casadas com as músicas. O cara se empolgava ainda mais que o público.

Pena que tive que sair as 2 da manhã, ainda na metade do show.

Mas valeu a noite.



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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006


...Fazer Algo Para Melhorar!

Hoje fiquei sabendo do blog do meu amigo Wladimir.

Trata-se de um blog temático, mas creio que pode interessar a qualquer pessoa que goste conhecer e aprender mais sobre o mundo.

O textos são bons e os links idem.

Aqui um post que gostei em especial. Fala ao coração de todas as pessoas.

Seja bem vindo à blogosfera!

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Imagem Ruim

Pesquisa mundial mostra que para a maioria das pessoas em 33 paises tem uma imagem ruim dos EUA e do Irã.

Nada como notar a influência que os governantes tem sobre a opinião das pessoas em relação aos países que governam.

Ou alguém tem dúvida que a imagem dos EUA ou do Irã piorou muito com a eleição do Bushinho ou do seu colega Ahmadinejad?

Como será a imagem do Brasil?



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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006


As imagens da discórdia

Ainda sobre a revolta muçulmana em relação à publicação de imagens do Profeta achei este endereço que mostra dezenas de ilustrações de Maomé feitas ao longo dos séculos, inclusive por muçulmanos.

Isso reforma a idéia de que o Islã vive a sua idade média e de que estas manifestações estão sendo incentivadas por lideres fanáticos.

Neste endereço também é possível ver a charges que foram públicadas na Dinamarca.

As imagens são em geral bastante bonitas e cobrem vários diferentes estilos e escolas artísticas, tanto do ocidente quanto do oriente.



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Terça-feira, Fevereiro 07, 2006


Avenida das Américas

Este livro de Carlos André Ferreira trata de uma viagem de bicicleta que ele fez de Los Angeles até o Rio de Janeiro no começo dos anos 90, na qual ele cruzou 15 países em 5 meses de viagem.

Como eu gosto de viajar, gosto de ler, gosto de bicicletas e gosto mais ainda de ler sobre viagens de bicicletas eu deveria ter adorado o livro certo? Bom não foi exatamente assim

O cara tem o mérito enorme de ter levado adiante seu sonho. Coisa que a maioria de nós não faz. Ele não considerou as dificuldades ou as desculpas que ele poderia usar para não fazer. Entretanto, para o meu gosto o livro deixou a desejar.

Para o autor, a travessia era o que mais interessava. Deste modo ele optou por um tipo de viagem que pessoalmente eu não faria. Ele não estudou sobre os lugares que iria visitar. Não se preparou para desfrutar os diferentes aspectos da cultura e do modo de vida das pessoas que ele encontrou pelo caminho. Ele escolheu ser surpreendido a cada curva da estrada. Não lhe interessava saber o que poderia haver além daquilo que ele estivesse encontrando naquele momento.

No livro ficamos sabendo muito mais sobre as características econômicas ou étnicas dos bairros de Los Angeles do que as semelhanças e diferenças de cada país da América Latina. Ele foi capaz de cruzar o Peru sem citar Machu Pichu, e as Linhas de Nasca!

É um ponto de vista que eu respeito, entretanto não é assim que eu viajo. Ou pelo menos não é assim que vejo uma cicloviagem. Alias, o livro peca também em não ser útil para um planejamento de uma viagem pelo mesmo caminho. Faltam informações sobre distâncias, gastos, etc.

Por outro lado, temos algumas boas fotos. Como o livro foi escrito vários anos depois da viagem, o autor consegue fazer algumas considerações interessantes a respeito da história e política de alguns lugares visitados. Ou seja, ele fez uma pesquisa depois da viagem. Antes tarde do que nunca.

Como disse, o livro deixou a desejar mas ainda assim é uma boa pedida se você quer ler sobre uma boa aventura e quem sabe se inspirar para fazer sua.



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Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006


Autocultura

Se você se interessa por Simplicidade Voluntária e Budismo. Se questiona o mundo como ele se apresenta. Se gosta também de música e artes faça uma visita ao Autocultura.

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Terra da Liberdade

Os Stones foram Censurados no show de intervalo do Super Bowl nos EUA.

Ou seja, não são só os muçulmanos que não entendem e não aceitam adéia de que a liberdade de se expressar é um dos pilares da nossa sociedade.

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BRADOCK

Eu nunca fui muito adepto a filmes de pancadaria. Até mesmo em Star Trek achava sacal. Mas atualmente minha paciência foi a zero. Não suporto mais essa babaquice.

Em especial nunca vi um filme do Chuck Norris. Sério! Pra mim ele é o pior do pior do imaginável pela pessoa mais estúpida já nascida.

Mas parece que tem algo legal sobre ele.

Achei algumas verdades sobre o cara. Selecionei as mais importantes.


Chuck Norris contou até o infinito. Duas vezes.

A última página do Guiness (livro dos recordes) diz em letras miúdas: "Todos os recordes do mundo pertencem a Chuck Norris. Nós apenas nos damos o trabalho de listar os segundos colocados em cada categoria."

Chuck Norris uma vez comeu 72 Kg de carne em uma hora. Ele passou os primeiros 45 minutos fazendo sexo com a garçonete.

Chuck Norris tem duas velocidades: Andar e Matar.

Uma vez Chuck Norris comeu um bolo inteiro antes que seus amigos pudessem lhe contar que havia uma stripper dentro.

Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Chuck Norris falou "Diga 'por favor'."

Chuck Norris jogou roleta russa com um revólver totalmente carregado. E ganhou!

Chuck Norris uma vez tomou um vidro inteiro de pílulas para dormir. Elas fizeram ele piscar.

Chuck Norris é a razão por que o Wally (do livro "Onde está Wally?") se esconde.

Chuck Norris pode dividir por zero.

Quando Chuck Norris faz flexões, ele não levanta o próprio peso. Ele empurra o planeta.

Os dinossauros olharam torto para Chuck Norris uma vez. Uma vez.

Quando o Bicho Papão vai dormir, ele deixa a luz acesa com medo de Chuck Norris.

Chuck Norris perdeu a virgindade antes do pai.

Quando urina, Chuck Norris pode facilmente perfurar titânio.

Ao responder as questãoes de uma prova, escreva sempre "Chuck Norris". Você vai sempre tirar nota 10.

Se "O Exterminador do Futuro" fosse com Chuck Norris, ele seria um documentário.

Não existiam mesmo armas de destruição em massa no Iraque. Chuck Norris mora em Oklahoma.

Chuck Norris recentemente teve a idéia de vender sua urina enlatada. Chama-se "Red Bull".

Quando Bruce Banner fica irado, ele se transforma no Hulk. Quando o Hulk fica irado, ele se transforma em Chuck Norris.

O título original de "Alien vs. Predador" era "Alien e Predador vs. Chuck Norris". O filme foi cancelado porque ninguém pagaria para ver um filme de 14 segundos.

Chuck Norris não usa relógio. Ele decide que horas são.

Chuck Norris sabe qual é o último algarismo do pi.

O pulso de Chuck Norris é medido na Escala Richter.

Chuck Norris não tem sangue. Ele tem magma.

Mistério na ilha de "Lost"? Chuck Norris.(Há!)


As traduções eu peguei no Kibe Loko. O original você pode ver aqui(cuidado viu!).



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Domingo, Fevereiro 05, 2006


Desavenças entre Irmãos

Quando li pela primeira vez o conceito de Choque de Civilizações proposto por Samuel P. Huntington, achei que era puro preconceito reacionário. Uma nova maneira de dizer a mesma coisa. Algo como "os paises centrais tem o direito de explorar os paises periféricos pois eles são atrasados e nossa cultura e visão de mundo são melhores".

Os últimos acontecimentos envolvendo a publicação de charges do profeta Maomé, em particular uma em que seu turbante tem a forma de uma bomba, que desencadearam uma onda de protestos violentos em todo o mundo árabe me fizeram refletir bastante.

O Islã considera heresia fazer qualquer imagem do profeta ou de Alá. Este fato tem motivações históricas e gerou aspectos interessantes da sua cultura. Como não há imagens a serem adoradas, as mesquitas acabaram sendo decoradas com frases do Alcorão. Alias o muçulmano acredita que o as palavras contidas no livro foram diretamente ditadas por Alá para o profeta Maomé.

Ou seja, o editor do jornal foi jogou gasolina na fogueira sem a menor necessidade.

O crescimento do islã deu-se em grade parte durante a Idade Média, época em que a civilização européia entrou em declínio, com as artes e a ciência sendo em parte abandonadas em benefício de um fervor religioso guiado pelo cristianismo.

No islã ao contrário, houve um florescimento de diversas ciências, em particular da matemática. Os números que usamos atualmente são chamados de arábicos por causa disso. A geometria, entre outros ramos, se desenvolveu bastante, tornando os muçulmanos os mestres na arte de representar graficamente as relações numéricas. Alhambra é considerado um dos lugares mais bonitos do mundo em parte por causa disso.

O Islã é o terceiro filho de Abraão. Trata-se da terceira grande religião monoteísta a surgir, depois do Judaísmo e do Cistianismo. Com eles guarda muitos pontos em comum. E algumas coisas de grande discordância. Ou pelo menos de descompasso. Parece que atualmente o Islã é que está vivendo sua idade média. Uma rejeição à ciência, às artes e ao bom senso. Lideres obtusos se aproveitam da pobreza, fomentando a ignorância e o fanatismo.

E contra quem eles se levantam? Contra seus líderes políticos corruptos? Contra pobreza e a falta de escolas? Não! Eles se levantam contra aquilo que nós, como civilização, acreditamos e representamos. Apesar de Huntington ter colocado a América Latina como uma "civilização" à parte da Ocidental, compartilhamos com ela muitos pontos em comum.

Há coisas com as quais a grande maioria de nós concorda. Como o direito de cada um viver a sua própria vida e fazer suas próprias escolhas. O direito de ter idéias, quais quer que sejam elas. E tão importante quanto isso, o direito de expressá-las.

No caso das charges eles exigiram do governo dinamarquês que expressasse suas desculpas quanto ao ocorrido. Isso é um absurdo por que uma das bases do mundo ocidental é o fato do Estado ser laico. Ou seja, o Estado não representa e não está a serviço de nenhuma religião em particular. Ele é assim por respeito a todas as formas de pensamento religioso.

"Ah, mas isso não tem nada a ver comigo". Na próxima vez que você for à praia e ver nossas lindas mulheres de biquíni perceba que este assunto pode mesmo vir a afetar seu modo de vida. Fato interessante é que pelo menos pelo noticiado, no Brasil há um bom ajustamento dos muçulmanos com a nossa cultura. Isso deve ocorrer em outros lugares também por certo. Será que o Brasil tem algo a ensinar sobre este drama?

É uma pena mas algumas brigas entre irmãos são as piores.



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Sábado, Fevereiro 04, 2006


Amanhecendo

Como estou praticamente desempregado desde que voltei da minha viagem, estou aproveitando o condicionamento de me levantar bem cedo. Dia sim, dia não, tenho acordado as 5:30h para pedalar.

Saindo neste horário era de se esperar ser um dos poucos, mas é impressionante que quando chego em Ponta Negra, há muitas pessoas já voltando de sua pedalada. Alguns parecem profissionais, a maioria apenas entusiastas como eu. Há muitos idosos caminhando, ônibus em direção ao centro, motoristas com cara de sono. O sol já está bem alto e forte, além do capacete e das luvas, tenho que usar óculos escuros.

Normalmente tenho ido até Cotovelo e volto, sem por o pé no chão. Quem conhece Natal sabe que isso significa pedalar contra o vento por uns 19 km. O vento é tão forte que equivale a pedalar contra uma turbina. Talvez semana que vem eu estique até Pirangi do Norte e retorne do Cajueiro.

Equilibro a respiração com a cadência, pedalando forte, mas prevendo um esforço contínuo para o todo o trajeto. Procuro manter a mente bem quieta. Concentrada naquele momento. É muito bom quando consigo levar esta calma todo o percurso, sem reflexões, avaliações ou críticas. Sem lembranças também.

Para um notívago como eu, é sempre uma experiência curiosa ver o despertar da cidade, da praia, das pessoas. Como eu observo isso durante as viagens, acho que é bem legal sentir isso na cidade onde moro.

Talvez eu encontre um outro viajante.

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André Pinnola

Meu amigo André Pinnola chegou à blogosfera! E também voltou ao fotolog! O cara é todo prendado, toca violão erudito, anda de bicicleta reclinada e é fotógrafo profissional.

Alias o André tem sido meu consultor para as duas últimas atividades. Para a primeira acho que não haveria consultoria que desse jeito.

Ele tem colocado algumas imagens muito bonitas do Rio de Janeiro, mas também de outros lugares que visitou.

Vale a pena.

http://www.andrepinnola.blogspot.com/

http://www.fotolog.com/apinnola



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Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006


O Lobo do Homem

Fui ver o novo Filme do Stiven Spielberg, Munique, com o pé ligeiramente atrás. Eu gosto muito do filmes dele. Mesmo os mais fracos estão bem acima da média do que nos é oferecido. O que me preocupava era o assunto.

Munique trata de uma equipe do serviço secreto de Israel, o Mossad, escolhida para matar quem planejou e ajudou a executar o seqüestro e assassinato de 11 atletas judeus na Olimpíada de Munique em 1972. Baseia-se, portanto numa história real, o que complica um pouco mais as coisas para um cineasta acostumado à fantasia e a alegoria.

Em termos de narrativa o filme não apresenta nada de especial mas é impecável tecnicamente, em particular os efeitos sonoros. Assisti ao filme na sala 6 do Moviecom com o "som no talo", mas muito bem equalizado. As cadeiras tremiam! Os feitos visuais são chocantes, vá preparado para esta face a face com os detalhes físicos da morte. O filme tem censura 18 anos.

O personagem principal, o líder da equipe Avner, no começo tem algumas dúvidas sobre a ética e a moral envolvidas nestes assassinatos. Aos poucos ele parece ser convencido que o que faz é certo. Que uma resposta dura era necessária. Porém o filme, baseado no livro escrito pelo próprio Avner, nos leva a refletir sobre usarmos as mesmas armas de quem combatemos. O que ganhamos com isso? O que perdemos?

Avner acaba se tornando um assassino frio que vive para se vingar. Luta quase cegamente por uma idéia, um conceito, uma ideologia que não admite discussão. Quando conversa disfarçado com um outro terrorista palestino parecem quase colegas de profissão, apesar de terem sinais opostos.

Como não podia deixar de ser um dos assuntos recorrentes da filmografia do Spielberg está presente. A família. Avner passa meses afastado da esposa e da filia recém nascida e se questiona que mundo ela ajuda a criar para ela. Mesmo entre os outros terroristas este parece ser um pensamento, e um motivo, suficientes para lutar. O personagem principal vê seus colegas matarem e morrem e ao mesmo tempo nada mudar apesar de suas ações. Na verdade as coisas ficam piores.

Isso de parece muito com o que vemos atualmente na ação dos EUA no Iraque. A diferença é que o Iraque nunca atacou o "grande irmão do norte".

Por fim Avner se transforma em um homem sem paz, com medo e atormentado pelos seus pecados. Que abandona a pátria que supostamente ajudou a proteger.

Um colega me disse uma vez que Spielberg, apesar do pleno domínio dos fundamentos do cinema, nunca seria como Kubrick, por que este mostrava em seus filmes que o Homem é o Lobo do Homem.

Isso já não falta.



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