Uma Outra Viagem...
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Todos sabemos como começa. Como termina depende de cada um de nós.

Arnoud/Male/26-30. Lives in Brazil/Rio Grande do Norte/Natal/Potilândia, speaks Portuguese and English. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection.
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Brazil, Rio Grande do Norte, Natal, Potilândia, Portuguese, English, Arnoud, Male, 26-30.

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Percorrendo Horizontes (minha página)

 

Quarta-feira, Novembro 30, 2005


A Mão Invisível e a Música

O Pedro Dória agora mantém, além de sua participação no Nominimo, uma coluna no caderno Link do Estadão. E continua sempre muito pertinente.

Esta semana ele fala do caso dos discos da Sony que, a pretexto de proteger os direito autorais da gravadora, instalavam programa no windows e deixavam o computador (mais) vulnerável a ataques. Você continuaria cliente de uma empresa que te tratasse deste modo?

O futuro não pertence às gravadoras. A distribuição agora é barata e as pessoas podem escolher o que desejam ouvir.

Dória cita Adam Smith para derrubar as argumentações da indústria da música.

Já que elas são tão capitalistas, nada mais natural.



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Domingo, Novembro 27, 2005


Os Perdedores de Novo.

Eu sei que já tratei desta idéia aqui, mas para mim é importante ficar claro que o fato de alguém ganhar, ser o primeiro, vencer, tem mais grana, se dar bem, ou qualquer outro destes símbolos não significa que ela está certa.

Marcos Sá Corrêa elenca alguns casos como estes nos quais a mídia e o país todo seguem na direção errada, mesmo que alguns "malucos" fiquem roucos que mostrar que esse caminho leva à ruína.

Entre eles estão o bispo D. Luiz Flávio Cappio, que fez greve de fome contra a tal transposição do rio São Francisco, o ambientalista Francisco Ancelmo de Barros que pôs fogo no corpo e morreu lutando, e vencendo, contra a instalação de usinas de açúcar próximo ao Pantanal. Também fala de Miriam Prochnow que lutou, e perdeu, para proteger mais de quatro mil hectares de matas de araucárias contra um conglomerado formado pela ganância de alguns empresários, a inoperância do governo e a burrice da imprensa.

Uma vitória moral pode não ter muito significado para a maioria das pessoas, mas é melhor do que ficar no lado dos que fazem grande esforço para destruir nosso mundo, nosso país, nossas matas, rios, e fauna. Aqueles que destroem nossa casa.

O título deste post se refere àqueles que ganharam.



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Sábado, Novembro 26, 2005


Seus Segredos

É de impressionar a capacidade das pessoas em entregar seus bens mais importantes em troca de coisas como "facilidades", "novidades" e brindes. De quais bens eu estou falando?

Privacidade e liberdade.

Isso é notório quando se trata do mundo digital.

Ninguém se importa em perguntar o que será feito com as informações que a pessoa dá de mão beijada a supermercados, locadoras, postos de gasolina, vendedores em geral, sítios da internet, etc. Alias, você sabe o que é um Cookie?

Os bancos de dados que as empresas criam com dados das pessoas podem ser, e são, usados para gerar perfis bastante precisos de cada indivíduo e de grupos de pessoas. Eles existem para o fim específico a que se destinam. Mas eles também existem para outros fins menos nobres e que dificilmente são claros para quem está sendo interrogado.

É bastante improvável que as informações sobre você sejam simplesmente guardadas e usadas para facilitar a sua vida. Elas serão usadas como um produto a ser vendido para outras empresas com procedimentos ainda mais reprováveis. Alias, como você acha que os bancos, operadoras de cartão de crédito, editoras de revistas, partidos políticos, etc, obtém os números de telefone e dados sobre as pessoas para fazer tele marketing?

O Pedro Dória trata deste assunto por um outro viés, mas que é igualmente preocupante. O fim da privacidade de maneira geral.

Onde você guarda seus segredos?

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Pedais de Informação

Mudando de assunto mas permanecendo no mesmo, ocorreu que antes de escrever o post anterior visitei o blog de um amigo a quem aprecio muitíssimo, apesar da distância que nos separa.

Ele é ciclista assim como eu. E ativista, assim como gosto de me imaginar.

Ele recomendou o endereço da Escola de Bicicleta. Uma página bastante útil para quem quer tornar-se um pedaleiro e não sabe por onde começar. Você pode encontrar também dicas e técnicas que podem tornar você um ciclista melhor. Há informações desde as mais básicas às que tratam de política e ativismo.

O texto é fácil e leve além de ser dividido em capítulos que podem ser lidos como um livro.

Vai lá e clique em índice e aproveite para saber um pouco mais sobre este veículo que pode nos ajudar a criar uma sociedade mais humana.

www.escoladebicicleta.com.br

Não esqueça de visitar também o blog do Odir.


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O Poder do Exemplo

Todos gostam de elogios.

É um começo fraco e óbvio para um post eu sei, mas é a verdade. Todos gostam de elogios.

O que não é óbvio é que um elogio, assim como uma ofensa, depende muito de quem o recebe e pouco de quem o profere. É no receptor que ocorre a consagração da mensagem e a comunhão das almas. Elogio não existe na solidão.

Uma palavra pode sair doce dos lábios de alguém e chegar ácida aos ouvidos de quem se destina.

Tal tipo de coisa pode causar confusão e relacionamentos difíceis eu bem sei. Por outro lado pode também levar a situações nas quais uma conversa trivial chega a emocionar um dos interlocutores.

Esta semana isso ocorreu comigo.

Todos sabem que sou ciclista e vou trabalhar todos os dias de bicicleta. Meus colegas e alunos me vêem equipado e vou de sala em sala com meu capacete nas mãos, o que sempre gera curiosidades e perguntas. Respondo a tudo com calma e nunca forço a barra. Procuro influenciar as pessoas sendo o que sou.

Logo no começo haviam algumas piadinhas do pessoal do trabalho, mas com o tempo elas sumiram.

Estes dias, sem que eu perguntasse, um aluno veio me dizer que pretende falar sobre as Bicicletas em seu trabalho de final de curso. Ele estava feliz e sorridente. Me falou de todas as coisas interessantes que havia descoberto sobre as bicicletas. Apontou me as diferentes peças, os vários tipos que existem, os equipamentos de segurança, etc. Exibiu suas descobertas como quem trata de um tesouro a muito procurado.

Senti nele o desejo genuíno de torna-se um ciclista aos cinqüenta anos. De aproveitar o dia e pedalar pelas ruas sentindo o vento nos poucos cabelos que lhe restavam. Nunca a é tarde. Creio que ele percebe isso e preciso ser um bom guia para que este fogo não seja apagado pelas convenções da sociedade.

Ouvi tudo em silêncio. Simplesmente não havia nada que eu pudesse dizer para que ele compreendesse o quanto fiquei feliz com aquele elogio não premeditado. Um elogio puro e sincero que não tinha interesse em me agradar. Mas emocionou.



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Domingo, Novembro 20, 2005


O Agora e o Aqui.

Nesta semana em que minha irmã esteve aqui em Natal passeamos, rimos e conversamos muito. Foi bastante enriquecedor desfrutar da proximidade dela para conseguirmos entender melhor nossos problemas e procurar as nossas soluções.

Mas, além disso, andamos bastante de bicicleta.

Sou ciclista a vários anos e ela nunca mostrou interesse em andar de bicicleta. Mas depois que foi morar sozinha em Sobral a alguns meses, ela despertou para todas as vantagens que o ciclismo trás a nós mesmos e à sociedade também. Em pouco tempo já tinha comprado uma bicicleta de passeio (uma Caloi 100 Sport), passou a ir trabalhar pedalando e até entrou num grupo de ciclistas que faz trilhas, os Carcará Pedaleiros. Está pensando a sério em começar a competir.

Uma de nossas saídas me marcou em particular. Estávamos indo para o litoral sul num dia de muito sol e calor, depois de uns 25 km pedalando de frente contra o forte vento do RN, encaramos aquela subidona antes do pórtico de Pirangi. Para mim não é uma subida demasiadamente difícil, mas eu já sou ciclista a bastante tempo. Minha irmã foi atrás me seguindo, mas eu abri distância e cheguei logo ao topo. Parei e me voltei para ver como ela estava, se tinha parado, se precisava de ajuda, etc.

Já pedalei com caras muito mais fortes que a Bianca e que no meio desta subida pararam sem ar, com cãibras e vendo estrelinhas. Eles lutaram contra a subida e perderam. Mas lá estava minha irmã, de capacete e luvas conhecendo a si mesma, descobrindo mais sobre seus limites e possibilidades, desenvolvendo autoconfiança, escalando a maior ladeira da vida dela, entendendo e se adaptando à subida. Fiquei verdadeiramente emocionado. Quando ela chegou ao topo nos abraçamos e ficamos juntos comemorando e desfrutando daquela ocasião especial.

Estávamos ali naquele lugar e vivendo aquele momento. Não havia nada além disso. A alegria de ter aprendido um pouco mais sobre nós mesmos, a emoção de sentir-se verdadeiramente vivo, um sentido de comunhão com o sol, o vento, a montanha e a bicicleta.

Éramos todos um só.



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Quinta-feira, Novembro 17, 2005


Em tempos de Bruna Surfistinha...

Um cara nos éuá faz concertos em computadores e aceita pagamento em sexo.

Interessante ponto de vista.



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Quarta-feira, Novembro 16, 2005


"Qui Puxa..."

Para quem é fan do Charlie Brown certamente deve se lembrar de um dos epísódios mais emocionantes que foi o da Árvore de Natal. Charlie via o materialismo das pessoas e ao mesmo tempo inúmeras árvores de nata de metal horríveis. Dai ele em sua ingenuidade faz sua própria árvore que acaba tão patética quanto bela.

Pois tem gente vendendo uma árvore idêntica por 24 dólares. Veja as fotos e relembre uma das coisas mais bonitas que já passou na TV.




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Segunda-feira, Novembro 14, 2005


Quando menos se espera

Esta foi uma semana que não esquecerei. Por vários motivos.

Na terça feira minha mãe teve um pré enfarto. Teve um rápido e eficaz atendimento no Hospital do Coração. Ficou dois dias na UTI e recebeu alta na sexta feira. No mesmo dia que meu pai passou mal lá em Sobral. Ele e minha irmã já estão aqui em Natal. Estamos juntos novamente. Para o bem e para o mal.

"Aquela que sabe pouco do mundo,
E muito de você."


Tive outros problemas comigo mesmo estes dias, o que me deixou mais triste.

"Em meio à tanta solidão,
Espero ser um pequeno carinho vindo de longe."


Saímos eu e Bianca para conversar e expor nossos pontos de vista sobre tudo o que temos passado. Mas não fiquei melhor. Na verdade eu vi que o buraco é ainda mais fundo.

"Em meio à tantos problemas,
Espero ser o principio da solução."


De qualquer modo sei que estou vivendo tempos importantes, de muitas experiências e possibilidades. Espero aproveita-los.

Hoje de madrugada, enquanto perambulava pela Internet, Marina me chamou. Disse que tinha pensando muito em mim e escrito algo que queria me mostrar.

Sabe quando alguém consegue dizer o que precisava ouvir naquele momento?

"Em meio à tantos sábios,
Espero ser a novata que te fará sorrir."


Fiquei muito feliz com o que ela escreveu para mim. Conversamos um pouco e soube das novidades sobre ela. Fiquei feliz.

"Aquela que sopra beijos pelo vento,
E te fará senti-los quando você mais precisar e menos esperar."


Beijos Marina.



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Quarta-feira, Novembro 09, 2005


Por que será...

...que as pessoas se sentem sempre tão à vontade para vir te contar coisas ruins de todos os tipos e nunca vem te comentar de coisas/acontecimentos/pessoas boas?

Então aqui vai minha contribuição de hoje.

Uma ONG tocada por uma menina de 19 anos que leva alguma esperança e educação a dezenas de crianças em um bairro pobre.

Algumas pessoas são mesmo iluminadas.



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Sábado, Novembro 05, 2005


0,01% das pesquisas


Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.


Carlos Drummond de Andrade


Outro dia, uma colega de aula me disse que era muito dificil encontrar alguém que não gostasse de fazer compras, ir a shoppings, etc. Eu devia ter ficado calado, como normalmente faço, mas acabei expondo meus pontos de vista. Acho que ela não gostou muito.

Este é um pequeno exemplo das diferenças de visão de mundo que tenho com a maioria das pessoas. Sou ciclista numa sociedade do automóvel. Não gosto de gastar vivendo numa sociedade consumista. Sou desligado das coisas materiais num mundo materialista, etc, etc, etc.

Costumo dizer que minha maneira de ver o mundo é tão particular que sou o 0,01% das pesquisas. Antes mesmo de ter idéia das opiniões alheias a minha interpretação acaba me levando para caminhos diferentes daqueles que são escolhidos pela imensa maioria das pessoas.

Eu não procuro por isso, é apenas a expressão genuína da minha personalidade. Eu não pedi para ser assim. Mas não me envergonho do meu modo de pensar.

Vendo esta pesquisa me sinto muito feliz por não fazer parte da média.

Alias, estas informações devem servir de base para muitas agências de propaganda. Imagina o que vem por ai...

Penso que esta é uma questão das mais importantes. Como as minorias devem viver? Como é o processo de viver para aqueles que são a exceção à regra?

Durante o curso da vida creio que cada um dos gauches desenvolve estratégias de sobrevivência. Alguns poucos sucumbem e acabam por se "adaptar" à custa de sua personalidade e de sua felicidade. Talvez virem sombras daquilo que nunca poderão ser.

Outro grupo leva a vida em meio a um mundo ao qual não se enquadram. São afortunados a seu modo, vão aos poucos contruindo uma realidade na qual se sintam à vontade, com suas coisas e seus amigos. Podem vir a servir de farol para a sociedade, como artistas, cientistas, pensadores. Ou, através de um processo contínuo de aprendizado, serem apenas felizes de um jeito diferente. Com suas próprias alegrias e tristezas.

Encaram a opinião alheia apenas como o que ela é: Uma opinião.




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