Uma Outra Viagem...
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Todos sabemos como começa. Como termina depende de cada um de nós.

Arnoud/Male/26-30. Lives in Brazil/Rio Grande do Norte/Natal/Potilândia, speaks Portuguese and English. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection.
This is my blogchalk:
Brazil, Rio Grande do Norte, Natal, Potilândia, Portuguese, English, Arnoud, Male, 26-30.

Blog da Cora

Viver Para Ser


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Salto Pra Vida


Querido Leitor


Percorrendo Horizontes (minha página)

 

Domingo, Outubro 30, 2005


Tento logo Desisto

Pense num jogo dificil!

Alias, depois de muito tentar e não conseguir um mísero ponto, acho até que o jogo é impossível.

Mas, vai lá e tente, se conseguir conte aqui como foi.



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Sexta-feira, Outubro 28, 2005


Deus é Brasileiro

"De tentar entender porque, liderando o mundo no uso de orkuts, fotologs e skypes, nenhum deles foi construído aqui e, muito menos, desenvolvido como negócio mundial a partir daqui. Custa a crer que sejamos mesmo um povo inovador."

É o Silvio Meira mais uma vez botando o dedo na ferida.

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"A televisão comercial vende os olhos dos telespectadores para os anunciantes"

Eugênio Bicci fala à Caros Amigos.

Já tinha pensado deste modo? Nem eu!



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Quinta-feira, Outubro 27, 2005


Daqui pra ali...

Terminei a leitura de Volta ao Mundo em 80 Dias. Como todos os livros do Julio Verne é uma história muito atraente e divertida.

Entretanto creio que é um livro um pouco datado. Ao contrário de muitos de seus livros, com predições sobre as aplicações tecnológicas das dis desenvolvimentos científicos do século XIX, grande lance desta história é mesmo a possibilidade de se fazer a volta ao mundo em 80 dias. Atualmente pode-se dar a volta ao mundo em cerca de uns 3 ou 4 dias, usando-se as rotas aéreas convencionais.
No livro o personagem principal, Mr. Phileas Fogg e seu criado Chavemestra fazem uso basicamente de trens e de navios, mas acabam utilizando meios de transporte mais exóticos como elefantes e trenós movidos a vento.

Em um certo aspecto o livro apresenta uma surpreendente atualidade. Mr. Fogg é um fleumático inglês que consegue viajar por toda a circunferência do globo sem aparentar a menor emoção, sem demonstrar um único sinal de interesse em relação às culturas pelas quais passa ou pelos prodígios naturais e das civilizações às quais atravessa. Numa tradução muito precisa ele é um "turista acidental", para quem a viagem não é uma possibilidade de aprendizado e de crescimento como ser humano. Ao final do livro a viagem acaba lhe proporcionando uma grande mudança, mas ela é bastante inesperada. O altivo inglês observa o mundo de cima de sua arrogância colonial e do seu dinheiro não se permitindo modificar sua visão das coisas. A viagem para ele é apenas um deslocamento físico, visto que ele supõe já saber tudo o que poderia ser desejável.
Quem acaba desfrutando a viagem como uma oportunidade de conhecer outras culturas é o Chavemestra, um francês, de pouca instrução e muita emoção. Ele sim vê o mundo com olhos maravilhados e se permite deslumbrar com as belezas dos lugares que visita.

No Turismo, estudamos um comportamento similar ao do Mr. Fogg como sendo um ¿Turismo de Gueto¿, no qual a pessoa viaja para não sair do lugar, levando e preservando os mesmo pontos de vista e preconceitos sobre o mundo. Na verdade estas pessoas preferem permanecer em lugares estritamente criados para lhes "entreter", que não lhes desafiem de modo algum e que não os levem a questionar nada. As pessoas viajam mas não saem de sua redoma protetora.

Verne se esmera em fazer vividas descrições dos diferentes cenários físicos dos paises e regiões visitadas pelos protagonistas da história. Das características geológicas, aos aspectos climáticos, passando pelas peculiaridades culturais, nada escapa à atenção do escritor. O mais interessante é que, até onde eu sei, tudo no livro foi obra de intensa pesquisa. Alias, um dos poucos paises pelos quais a passa a viagem e não é descrito no livro é a França, terra natal de Julio Verne.
Seria interessante fazer a mesma viagem nos dias de hoje usando, sempre que possível, os mesmos recursos da época. Mas de preferência em uns 160 dias no mínimo. :- )

Volta ao Mundo em 80 Dias não é o melhor livro de aventura que já li, mas cumpre seu objetivo de divertir e, para um viajante como eu, desperta muitos sonhos.



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Terça-feira, Outubro 25, 2005


Pra descontrair..

Eu venho nas asas de um passarinho
Venho na gripe de um beija-flor

Eu venho nas asas de um passarinho
Venho na gripe de um beija-flor

O tic tic tac do seu coração... perecerá
O tic tic tac do seu coração... perecerá

A revoada é semente de um novo vírus
É a peste mostrando seu valor
Entre patos e galinhas com você eu vou

Amor, se você gripar, ferrou
Amor, se você gripar, ferrou




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Domingo, Outubro 23, 2005


"Aos vencedores as Batatas"*

Agora que todos já votaram e que tudo já está definido seria hora de pensar na campanha vitoriosa do NÃO.

É um caso de estudo dos mais interessentes pois consequiu realmente inverter as opiniões do país. Parabéns para os vencedores.

Vinicius Mota, editor da Folha de São Paulo, enumera alguns motivos para que os "formadores de opinião" tenham adotado o NÃO. Entre eles um voto de protesto contra o governo Lula, que tanto decepcionou a todos e o "comichão que nós articulistas de opinião sentimos toda vez que surge uma oportunidade tão evidente de remar contra a maré,.."

Já usei esta frase aqui antes e usarei novamente por que se adequa perfeitamente.

"somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa.
Horrível seria ter ficado ao lado dos que venceram nessas batalhas."

Fico feliz de ter votado SIM.

* Machado de Assis



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Sexta-feira, Outubro 21, 2005


O Tempo e a TV

Ontem na aula de ingles o professor nos fez discutir se a o tempo é mesmo o "melhor remédio". Eu não sei, mas em alguns casos pode ser um bom curativo.

No caso da TV por exemplo, quando vista à distância torna-se curiosa e divertida.

Descobri esta pagina sobre a TV no Brasil, da secretaria de cultura do estado de São Paulo.

Há imagens e textos sobre todas as fases da Tv no Brasil, sobre as figuras de maior importância, as garotas propaganda e até muitos comerciais antigos para assistir.

Há inclusive um teste da memória, mas neste eu não consegui ir muito longe. Só acertei o logo da Tupy.

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Se..

Você tem alguma coisa para fazer,
Você está com sono,
Você não gosta de bagunça,

NÂO acesse esta página!



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Terça-feira, Outubro 18, 2005


The Second Renaissance

Assisti novamente, após muito tempo, o filme Animatrix. Trata-se de uma seqüência de nove episódios de animação baseados no universo de Matrix. Todos são muito diferentes entre si tanto na idéia quanto na realização. Temos de animação tradicional japonesa em 2D até o uso de CGI em 3D de excelente qualidade, desde colorido estourado até preto e branco granulado. Além disso, há uma música muito boa que completa perfeitamente o clima. Assim como nos filmes originais.

As estórias que mais me chamaram a atenção foram os dois episódios The Second Renaissance. Por um lado são os episódios que mais explicam como Matrix chegou a acontecer por outro são os que mais tratam da questão da natureza humana. Os robôs de certo modo encarnam o personagem do "estranho", do "outro" no qual projetamos todos os defeitos do mundo, independente do que eles sejam na realidade.

Há várias cenas que me parecem antológicas. Uma delas é a preparação da batalha na qual se unem a satinização do inimigo, a mais avançada tecnologia e a presença da religião. Todas elas. Talvez tenha sido sempre assim. Outra cena é o linchamento de um robô na forma de uma garota... vista sob o ponto de vista dela!

Perturbador é o mínimo que se pode dizer destes inspirados episódios que conseguem de fato aprofundar as idéias originais dos diretores de Matrix.

Animatrix é um excelente filme.



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Domingo, Outubro 16, 2005


Notas de viagem às terras sobralenses.

No encerrar de um noite no começo de outubro do ano de dois mil e cinco iniciei minha viagem em direção à longínqua cidade de Sobral no estado do Ceará.

Em minhas bagagens, além de poucos pertences pessoais, uma bicicleta. Esta havia sido comprada pela minha irmã quando esteve aqui m Natal e eu fiquei encarregado de levar para ela, o que me deu muita alegria.

Minha condução foi um ônibus bastante duro que fazia muito barulho no ar condicionado. E foi assim durante toda a viagem, na qual dormi pouco. Menos mal que não havia um "companheiro de viagem" de forma que viajei sozinho em dois bancos, o que foi útil visto que estava "chovendo" dentro do ônibus.

A despeito de todos os problemas enfrentados no caminho cheguei bem à capital cearense. Entretanto não havia mais passagens no próximo ônibus para Sobral de modo que tive que esperar mais uma hora de meia. Aproveitei para me inspirar e iniciei a leitura de Volta ao Mundo em 80 Dias, de H.G. Wells.

Os ônibus no Ceará são melhores, parecem mesmo barcos, nem sentia os problemas da estrada. Infelizmente tivemos um pneu furado quando estávamos no meio do sertão, lá pelas 10 da manhã. Um "Calô da Muléstia!". Então peguei o próximo ônibus que seguia para Sobral. Só que este fez uma longa volta por Itapipoca. Toda a viagem depois de Fortaleza foi interessante por que pude apreciar o sertão toda a sua beleza quase todo seco.

Sobral é uma cidade que me impressionou muito e de maneira bastante positiva. Há um extenso casario do final do século XIX e começo do século XX, com todas as suas curvas e todas as suas cores. Quanto mais passeava pela cidade mais gostava de ficar olhando aqueles prédios, que ainda servem de moradia aos seus donos. Também gostei de ver que a cada dois quarteirões há uma praça - praça mesmo, com bancos, árvores, brinquedos - e a cada quatro quadras há uma igreja. Aliás, igrejas bonitas não faltam e me pareceram bem conservadas, contam também com boa iluminação e placas indicando a data e condições de construção e outras informações.

Além da conservação de sua parte histórica a cidade tem muitas intervenções da prefeitura com todas as ruas asfaltadas e várias construções modernas. Há uma revitalização na beira do rio Acaraú como não há aqui em Natal, uma cidade supostamente turística. Calçadão, pista de corrida, ciclovia e até um museu de arte moderna, o primeiro MADI do Brasil.

Quase todo mundo usa motos ou bicicletas. Há proporcionalmente poucos carros e não vi ônibus urbanos. Quando precisam de um transporte rápido o pessoal usa os MotoTaxis. Com isso a cidade é calma e a poluição do ar bem pouca.

Fui muito bem recebido pela minha irmã e suas amigas Kelly e Camila. O apartamento delas é no terceiro andar o que permite um ar mais agradável à noite. De dia, especialmente à tarde, o calor é muito forte. Com as meninas pude conhecer o Cicero¿s, um restaurante no qual, segundo elas, todos na cidade freqüentavam. Nestas cidades do interior sempre há um figura curiosa e desta vez não foi diferente. Há um "Publicitário Corporal" chamado Moacildo que entrega panfletos dependendo da impressão que ele tem da pessoa. E faz isso de maneira muito engraçada e simpática. O cara tem até cartão de apresentação e duas comunidades no Orkut!

Enfim pude apreciar a vida numa cidade do interior que apesar de já ter suas modernidades, ainda apresenta o cuidado com as pessoas. O dono de uma bicicletaria me emprestou uma bicicleta sem que eu pedisse. E ainda foi levar a bicicleta na casa onde eu estava!

Entretanto o que mais vou lembrar foi ver minha irmã indo para o trabalho de bicicleta, capacete e bolsa. Aquela cena me marcou por que finalmente senti que minha irmã já é uma mulher, com seu trabalho, independente e capaz, com o mundo pela frente.

Que cada pedalada a leve por novas descobertas e novas alegrias.

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"Se ladrão tivesse medo[de arma], não roubaria carro-forte"

Frase de um ladrão preso por roubo. Há muitas outras deste tipo nesta reportagem do jornal Estado de São Paulo" de hoje.

Mostra como os bandidos se comportam sabendo que há armas na casa ou com a pessoa.

"Ladrão já entra esperando o pior"

É óbvio que os defensores da venda de armas vão dizer que é papo de bandido para que só eles tenham as armas...

Tire suas conclusões lendo a reportagem.

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Eles Dominam o Mundo

Olha só que interessante. Um reporter para as pessoas na rua nos Estados Unidos e pergunta qual deve ser o proximo país a ser invadido pelos EUA. A pergunta em si já é um absurdo e as pessoas dão as respostas mais ridículas possíveis que vão desde "Coreia" até "França".

E fica ainda pior quando é pedido que indiquem no mapa mundi onde está o pais que eles desejam invadir...

O Filme tem cerca de um minuto e vale a pena ver a cara do pessoal.



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Quinta-feira, Outubro 13, 2005


Por que SIM? III

Meu objetivo aqui não é fazer campanha pelo SIM, até por que os votos que eu enventualmente conseguissem seriam mínimos.

A idéia é explicitar o que sinto, fazendo uso de pessoas com o dom da palavra. Além disso ir além dos fracos argumentos normalmente apresentados por ambos os lados.

Hoje aparesento o artigo do Hélio Schwartsman onde fica claro que o SIM pouco mudará as coisas a curto prazo mas que é um passo adiante.




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Terça-feira, Outubro 11, 2005


Por que SIM? II

"Desarmar é apenas um dos ingredientes, entre tantos, para reduzir a violência:"

"São múltiplas as causas de violência e, logo, são múltiplas as medidas necessárias para enfrentá-las."

Frases do Gilberto Dimenstein em seu artigo de hoje na Folha de São Paulo e aprofundado no sítio dele. É por ai mesmo. Não tenho ilusões de que no dia seguinte ao referendo a alguma coisa vai mudar. Entretanto há de se começar por algum ponto. Poderia haver um começo melhor? Na minha opinião sim, mas é este o que temos.

Recomendo a leitura do artigo e também dos links sobre experiências bem sucedidas de redução de crimes de morte.

Muito melhor do que as propagandas pelo SIM e pelo NÃO.



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Sábado, Outubro 08, 2005


:-)

A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra

Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta

Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar

Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
BIS Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei !

Acredito
Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo como mar
E como ar!

É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu!
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu



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Quinta-feira, Outubro 06, 2005


Por que SIM?

Este blog acaba de se posicionar claramente pela proibição da venda de armas e munições no Brasil. Apesar de saber que os feitos serão pequenos a curto prazo acredito que é melhor seguir em direção do Ideal do que no sentido contrário.

Segue um post retirado do Churrasco Grego escrito pela psicóloga Carolina Imura, que trabalha num projeto no Jardim Ângela na cidade de São Paulo.

Por que a periferia vota SIM?

Tive a oportunidade de conversar com um grupo de jovens, predominantemente do sexo masculino, moradores do distrito do Jd. Ângela sobre o referendo. Para minha surpresa, a maioria do grupo, senão sua totalidade é a favor da proibição do comércio de armas e munições no Brasil. Não são "bandidos", embora convivam com eles. São jovens na busca de oportunidades, de emprego, de reflexão e espaço para exposição de suas idéias. Eles também têm medo, também querem segurança. E por que votam SIM?

1) porque são eles as maiores vítimas de homicídios por armas de fogo por motivos banais;
2) porque seus filhos, sobrinhos, irmãos, irmãs...morrem por balas perdidas;
3) porque são eles que vivem ameaçados quando saem para uma baladinha à noite: boteco, barzinho, clube ou forró;
4) porque são eles que correm risco de vida num simples jogo de futebol de bairro, mal podendo esbravejar, como é de costume em qualquer lugar do mundo;
5) porque são eles que precisam confiar na "segurança pública" como dever exclusivo do Estado;
6) porque são eles ou seus pares que vivem e completam o círculo vicioso das mortes por "revanche";
7)porque são eles que estão no meio fio, a um passo do "outro lado" e querem "correr pelo certo", optando pelo bem comum.



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Quarta-feira, Outubro 05, 2005


Faraônica, inadequada e destinada a reforçar o caixa dois das campanhas políticas.

Enquanto a imprensa dá 100% de atenção às questões da corrupção política há muita coisa importante acontecendo pelo país que não tem o devido espaço.

O governo federal está usando de toda a sua força para iniciar de fato as obras da transposição do rio São Francisco. Uma obra que terá cerca de 1.400 quilômetros de túneis e canais e deve durar cerca de 30 anos para ser concluída na melhor da hipóteses. Além disso precisará de bombeamento em muitos trechos encarecendo permanentemente o projeto.

Entratanto já está mais do que provado que os problemas do nordeste não se devem à falta de água e sim da falta de organização e bom aproveitamento dá água existente. Aliás há um excelente projeto em execução que trata de construção de Cisternas de Placas para as pequenas propriedades que permite o armazenamento de milhares de litros de água por pessoa por ano, com custo muito pequeno , ao alcance da população pobre. Depois de construidas o custo se manutenção é quase zero.

O caso é que estas cisternas não dão dinheiro para empreiteiras...

Além disso há a questão ecológica. O que vai acontecer de fato com o "Velho Chico" se esta obra for mesmo concluida? Alguns argumentam que há o perigo de o rio secar em alguns pontos durante os tempos de seca e de qualquer forma ficará inavegável nestes pontos durante boa parte do ano além disso afetará negativamente a produção de peixes.

O título deste post é de Dom Tomás Balduíno, presidente da Comissão Pastoral da Terra, que está acompanhando a greve de fome do bispo Dom Luiz Flávio Cappio em protesto contra a transposição.



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Terça-feira, Outubro 04, 2005


Pesquisa aponta as melhores e piores cidades do mundo pra se viver.

Obviamente deve usar os padrões ocidentais para definir o que é bom e o que e ruim.

Não que eu ache que morar em Vancouver ou Melbourne deva ser ruim, mas é provável que muitos parâmetros possam ser discutíveis se levarmos em conta culturas e visões de mundo completamente diferentes.

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.


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Paulina Rubio

Te quise tanto que supe entregarte enterita mi alma
Te quise tanto que no escuche lo que hablaban de mi
Te quise tanto que para olvidarte una vida no alcansa
Que queda perder la esperansa de andar por el
mundo buscando por ti

Te quise tanto que toda mi piel solo quiere tus besos
Te quise tanto que nunca podre arrancarte de mi
Te quise tanto que para olvidarte una vida no alcansa
Que queda perder la esperansa de andar por el
mundo buscando por ti



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Segunda-feira, Outubro 03, 2005


Para pensar bastante

Aqui não se trata de discutir o Aborto com meio de controle da natalidade.

Leia sobre um documentário feito sobre uma mulher pobre que foi proibida pela Justiça de fazer o aborto de um filho que estava sendo gerado sem cérebro.

Sou homem, nunca sentirei o que é gerar fisicamente uma vida dentro de mim. Muito menos sentir os primeiros movimentos involuntários desta criatura, tampouco as dores do parto.

Independente disto não consigo imaginar sofrimento maior do que saber que todo aquele esforço, todas aquelas promesas não serão realizadas e mesmo assim ser obrigada pela Justiça e pela opinião alheia a levar a gestação até o fim.



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