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Quinta-feira, Dezembro 25, 2003
Demorei para achar algo que pudesse deixar para vocês no dia de Natal.
Por fim este texto do Victor Hugo veio até mim e agora segue para vocês.
Desejo primeiro que você ame. E que amando, também seja
amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E esquecendo não guarde
mágoa. Desejo pois que não seja assim, mas se for saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam
corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem
duvidar. E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos. Nem
muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se
interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles haja pelo
menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos,
quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você
de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante. Não com os que erram pouco,
porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediàvelmente, e que,
fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro,
não insista em rejuvenecer e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles
escorram por entre nós.
Desejo, por sinal, que você seja triste. Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes e que estão a sua volta. Desejo ainda
que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer
triunfante o seu canto matinal. Porque assim você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e
acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é
feita uma árvore.
Desejo outrossim que você tenha dinheiro, porque é preciso
ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua
frente e diga "isso é meu", só para que fique bem claro quem é dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas se
morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo, porfim, que você, sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que, sendo uma
mulher, tenha um bom homem, e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e,
quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor pra recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a lhe desejar.
posted by RODRIGO ARNOUD
6:11 PM
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Segunda-feira, Dezembro 22, 2003
Para não perder o costume, encontrei mais dois artigos alvissareiros sobre o MP3.
No O Globo de hoje, em seu caderno de informática, o B. Piropo fala de uma interpretação da lei no Canadá na qual copiar arquivos MP3 para uso próprio é 100% legal.
No outro artigo falam de uma conferência no qual se discutiu o futuro da "Indústria da Música". Aparentemente os tubarões vislumbram tempos difíceis. Estão se concientizando que um suporte físico para a música já era.
A música deve fluir, como sempre, livre para todos que a desejem.
posted by RODRIGO ARNOUD
3:50 PM
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Domingo, Dezembro 21, 2003
Esta semana baixei dois filmes do Evangelion.
O primeiro, Death and Rebirth, eu nunca tinha ouvido falar, mas pelo que pude ver até agora, trata-se de uma remontagem oportunista.
O outro filme é o famoso The End of Evangelion. Este sim é o que tem o final mais aceito da série. Também é o filme mais triste e menos "doido" de todos, incluindo o "filme" que na verdade é a união dos episódios 25 e 26.
The End of Envagelion no seu começo é bem intelegível para quem viu os capítulos da série. Entretanto, nos últimos 20 ou 25 minutos torna-se um "tour de force" tentar entender o que se passa. Não me pergunte o que aquilo tudo significa!
Para mim o destaque é a solitária luta da Asuka contra os 9 EVA S2 ao som da Ária de Bach.
posted by RODRIGO ARNOUD
9:40 PM
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Estive pensando em colocar um título nos meus posts. O que vocês acham?
posted by RODRIGO ARNOUD
9:24 PM
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Também vi hoje o segundo filme da trilogia O Senhor dos Anéis - As Duas Torres. E achei ainda melhor que o primeiro!
Quando assisti, a exatamente um ano, achei muito longo e me deu um sono insuportável.
Agora acho que tem uma direção ainda mais segura e personagens novos bem desenvolvidos.
Esta semana estréia a terceira parte - O Retorno do Rei - que eu não estava interessado em assistir, mas decidi ver assim que der.
posted by RODRIGO ARNOUD
9:18 PM
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Este final de semana tive a oportunidade de rever O senhor do Anéis - A Sociedade do Anel. Eu já tinha visto este filme no dia do seu lançamento no Brasil. Na primeira sessão! :-)
Entretanto creio que naquela época me faltava alguma coisa para poder apreciar devidamente o filme. E não estou falando de ler o livro!
Talvez tenha sido minha inesperiência em alguns assuntos, a presença de tantos aficionados naquela sala de cinema... não sei. O fato é que achei o filme "interessante" por seus aspectos técnicos.
Hoje percebo que se trata de um filme muito bom!
O "caminho do heroi" novamente está ali, mas contado de maneira muito competente. Frodo não pediu e não quer cumprir a tarefa que o destino lhe impôs, mas acaba aceitando pois muitos dependem dele.
A tentação de seguirmos caminhos que sabemos errados, mas que nos tratá algum ganho a curto ou médio prazo. Conhecer e seguir os próprios princípios são qualidades em falta nos dias atuais. Alias, os próprios príncípios estão em falta.
Além disso, o que mais gostei, foi a maneira como a amizade foi tratada. Emocionante ver o relacionamento do Sam e do Frodo.Talvez os problemas da minha vida tenham me deixado mais sensível a estas coisas.
Ou pode ser apenas o fato de eu ter ficado mais velho.
posted by RODRIGO ARNOUD
4:20 PM
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Quinta-feira, Dezembro 18, 2003
A questão do software livre é apenas parte de algo maior que poderia ser definido grosso modo como "a liberdade do genero humano de desfrutar do conhecimento gerado pelos seus semelhantes, recombinando este conhecimento para oferecer de volta uma nova interpretação - conhecimento - da realidade."
Neste sentido a questão está muito além dos programa de computador e acabam por se referir a roda manifestação humana, notadamente a arte.
"O conceito de autoria nesse contexto não é algo estanque e nem deve ser compreendido segundo os princípios que estimularam os antigos editores do séc. XVII a pleitearem pela exclusividade na exploração dos escritos produzidos em larga escala após a invenção do tipo móvel de Gutenberg"
Caio Mariano analisa o assunto e pergunta "Quem é o autor?".
Este artigo faz parte da Re-Combo que se define como um "coletivo de músicos, artistas plásticos, engenheiros de software, DJs, professores e acadêmicos, que trabalha em projetos de arte digital e música de uma forma descentralizada e colaborativa" e se declaram contra o copyright.
Parece muito bom né não?
posted by RODRIGO ARNOUD
1:25 AM
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
"Em um telejornal uma das matérias foi "Mauá tornou-se a Cidade das Bicicletas"
Com cenas das ruas da cidade e a infalível vista do super lotado Bicicletário da ASCOBIKE junto à estação, os repórteres entrevistaram ciclistas locais num clima de comparação com Pekim, dada a quantidade de ciclistas. Onibus passando quase vazios foram também focalizados. Gente simples constatando as vantagens obtidas a partir do uso da bicicleta:
"Eu não conseguia pagar minhas contas (água, luz, gaz) e agora consigo ter tudo em dia."
"Com os R$ 3.50 economizados eu compro o leite, o pão e a manteiga do dia. "
"...e claro que acabo fazendo exercício, economizando a academia..."
As imagens mostram ciclistas sobre a calçada, na contra mão, com bikes de diversos modelos. Gente com havaianas transportando bujões de gás em suas bikes (vamos chama-las de "b-commerce" ? )
Em Santo André, centenas e centenas de ciclistas desafiam o trânsito e a alegada "falta de espaço para bicicletas", percorrendo avenidas em direção à Estação Ferroviária. Na contra-mão, nas calçadas, vão se enfiando entre os pedestres que já tiveram o seu espaço tomado pelos "emprendedores de calçada" com suas terríveis barracas. Os pedestres tem também que abrir caminho entre os vendedores de bilhetes que apregoam sua mercadoria barrando a passagem justamente no único metro sem barracas: na faixa de pedestres. E há também as centenas de bikes estacionadas sobre as calçadas, presas aos guarda-corpos originalmente instalados para proteger e orientar os pedestres. E os ciclistas vão se enfiando entre os carros e ônibus, disputando os parcos centímetros entre a guias, portas e espelhos dos veículos.
Em São Bernardo do Campo, tudo igual. A Vergueiro é uma artéria onde se pode observar mais de 100 ciclistas por hora nos horários de pico.
Alí formalizamos a solicitação de equipamentos para estacionamento para bicicletas junto a edifícios públicos. Nem sequer uma resposta.
E o megalomaníaco projeto do novo sistema viário da cidade segue com o apoio do BID. Tudo para os carros! Pedestres ficam com o que sobrar. Em São Bernardo também não há espaço para bicicletas...
Não esperem que esses personagens do dia a dia cumpram algum código de ética do ciclismo ou mesmo que obedeçam regras de trânsito, por mais básicas que sejam. Nem esperem que eles usem capacetes e roupas adequadas ao veículo que utilizam. E não fiquem desapontados: o equipamento que utilizam normalmente tem os pneus mostrando a lona com que foram feitos e o quadro está com restos de massa de construção, sujos de graxa e mostrando ferrugem por todo lado. É que as correntes que usam para prender suas bikes são grandes e algumas bem pesadas. Com isso, não há pintura que resista. Só os bagageiros são quase sempre novos, mostrando que o usuário quer ampliar a utilidade da sua bike.
Eles pedalam muito todos os dias. 20, 30, 50, 60 km. Todos os dias. Até sob a chuva eles estão lá. (Colocam uns plásticos nas costas pois a pseudo-estética MTB se impõe e não abre espaço para um simples e prático paralamas.) E tem mais: não adianta, esse pessoal "não tá nem aí" com organização de ciclistas, participação de passeios, bicicletadas e outras ações. Na palavra deles, "a gente não tem saco nem vocação" para se organizar. Ciclistas assim são hoje uma população enorme. Mas são tratados pelos "gestores do trânsito" como se não existissem. Não é de se estranhar que eles - ciclistas - também ignorem totalmente o que os "tais" do trânsito estabelecem como certo ou errado.
E é nesse universo que existimos. Somos os 8% com acesso a Internet. Batemos no peito e nos nomeamos "formadores de opinião" ou "ativistas" e lamentamos e protestamos - entre nós- que "o espaço da bicicleta não seja respeitado... etc.. etc...". Mas, são aqueles ciclistas que estão pondo a bicicleta no mapa e a enfiando nos gestores goela abaixo. Essa bicicleta pobre, encardida, meio de transporte pra quem não pode pegar önibus todos os dias. E eles pagam caro por essa ousadia (precisamos conhecer as estatísticas mais recentes de acidentes com bicicletas.) Por isso, acho que não dá pra simplesmente criticar esses caras pelos comportamentos insanos que assumem. Ninguém ofereceu a eles um tratamento adequado ou alternativas para que produzissem uma resposta adequada.
Pelo que estamos vendo, não precisamos de estímulos para o uso da bicicleta. Esses estímulos - mesmo que não sejam os nossos preferidos - já estão aí. Precisam sim serem valorizados e aproveitados. Precisamos nós - que discutimos o papel da bicicleta na nossa sociedade - nos organizarmos e atuarmos numa única frente representando a sociedade civil para exigir que o que é Direito estabelecido seja aplicado em todo o país.
Este governo começa a discutir o assunto criando fóruns variados e promissores até. (vide Reunião do Ministério das Cidades realizada em 25/11 p.p. ).
Lá estão as associações de fabricantes e de revendedores muito bem representadas. Os usuários é que parecem serem os únicos a não ter onde amarrar a sua bike nesses encontros...de novo!
Senhor Ministro, envie as passagens! Em nome dos associados da PEDAL-ONG nós prometemos tirar a roda da frente pra entrar no avião com a nossa bike."
Como ciclista e pessoa preocupada com a condição do espaço urbano no Brasil gostaria muito de ter escrito o artigo acima. Mas o autor é o Alcides, que faz parte, assim como eu, da maior lista de ciclismo em lingua portuguesa.
posted by RODRIGO ARNOUD
11:32 PM
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003
Uma das sociedades que mais me interessa é a dos índios brasileiros. Imagina como eu fiquei ao descobrir um sítio sobre brincadeiras indíginas!
O projeto deve ter lá seus objetivos sociológicos e coisa e tal mas o que me interessou foram os brinquedos, as brincadeiras e os jogos de gente que ainda não foi "convertida" à idéia de que para brincar e se divertir temos que consumir alguma coisa.
Meu pai me falava dos brinquedos que ele, muito pobre, fazia para diversão. Creio que hoje para as pessoas da classe média a idéia da diversão, do uso ludico do tempo livre, esta completamente associada ao consumo de alguma coisa, nem que seja no uso de um espaço de outro, que cobra pela permissão.
Uma das idéias da minha viagem de bicicleta era exatamente, não tendo dinheiro, desfrutar da liberdade de apreciar pequenas coisas que eu simplesmente não via no meu dia-a-dia.
Minha infância foi um tando diferente do "normal", visto que ora eu morava no meio do mato - literalmente - ora no meio de uma grande cidade. Creio que isso afetou um pouco minha capacidade de julgamento de muitas coisas especiais, ou na capacidade de procurar coisas que eram especiais mas que eu não fui atras.
Bom, entre os jogos estão coisas que são conhecidas, como cama de gato, e outros que eu ainda não entendi como são.
Tem até brincadeiras adultas, como a Tamara Angap, nos quais os homens fazem uma "pequena rã" de cera e ficam importunando as mulheres até que elas tentam destruir a "perseguida" batendo nos homens.
Vejam só nao é apenas uma brincadeira sexista - também existe uma brincadiera equivalente para as mulheres - mas que envolve violência física!
Nossa visão idílica dos indios deve ser mesmo um tanto diferente da realidade.
posted by RODRIGO ARNOUD
5:14 PM
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Domingo, Dezembro 14, 2003
"Eu acredito que não se pode eliminar a religião da psiquê humana. Se você a suprime de uma forma, ela simplesmente reaparece doutra. Você pode não acreditar em Deus, mas ainda acreditará em alguma coisa que dê sentido a sua vida e forme sua idéia de mundo."
"Ambientalismo parece ser a religião de escolha dos ateus urbanos.(...) é uma releitura perfeita ao século 21 das crenças e mitos judaico-cristãos.(...)"
Michael Crichton, sobre Como seqüestraram a ciência.
Via Weblog do Nomínimo
posted by RODRIGO ARNOUD
7:50 PM
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Soube hoje que uma amiga perdeu o irmão a poucos dias.
Fiquei muito triste apesar de não ter conhecido a pessoa, mas sendo tão proximo da Angela certamente é uma perda para todos nós.
Angela, que os "amigos" do seu "apelido" ajudem nesta hora.
Abraços!
posted by RODRIGO ARNOUD
7:31 PM
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Um dos temas que mais aprecio tratar aqui - até por falta de ter com quem conversar na vida real - é a questão dos "direitos autorais", "propriedade intelectual" e do "copyleft".
Achei este documento que faz uma introdução um pouco mais profunda que o habitual no assunto.
Depois há este outro artigo no qual o autor analisa o tema para demonstrar sua visão contra o "copyright".
Particularmente não concordo com tudo o que o autor, mas sem dúvida é uma ótima maneira de se conhecer o assunto.
posted by RODRIGO ARNOUD
5:03 PM
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Como eu acho que vocês devem saber, sou fã de Jornada nas Estrelas.
Fora a alta qualidade média dos roteiros e os inúmeros personagens interessantes, nela exitem diversos aspectos técnicos dos mais curiosos que podem ser discutidos.
Um deles é a questão da "Velocidade de Dobra" (Warp). Esta velocidade é mostrada como a possibilidade de se deslocar mais rápido que a velocidade da luz. A dobra faz parte do processo, no qual o espaço-tempo seria "dobrado" permitindo que na prática o limite de velocidade proposto por Einstein na teoria da relatividade fosse ultrapassado mas não violado.
Com ela as naves viajam a dobra 5 por exemplo e podem chegar a estrelas longinquas e um tempo aceitável para fazer as histórias funcionarem. :-)
A relação entre "Dobra" e a velocidade da luz é mostrada neste FAQ. Está em ingles mas creio que quem tem um nínimo de boa vontade com a matemática não terá dificuldade para entender.
Um aviso importante é isto, assim como toda a série, trata-se de Ficção! Maneiras concretas de se por em prática algo do gênero, mesmo com toda a energia a disposição, não existem!
posted by RODRIGO ARNOUD
11:21 AM
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Sábado, Dezembro 13, 2003
Pois é, aos poucos a corda vai sendo apertada em nossas gargantas.
A blogger.com.br que é controlada pela Globo.com começa a fechar o serviço. Provavelmente daqui a uns meses passará a cobrar.
Mas o que eu acho pior são as condições do contrato que restringem as liberdades de expressão dos donos dos blogges. A coisa ta ficando feia. Algumas das coisas do contrato chegam a ser hilárias. A seguir algumas que selecionei, mas tem outras do mesmo nível:
"O Usuário se compromete a não utilizar o Serviço com a finalidade de:
(d) incorporem mensagens delituosas, violentas, degradantes, pornográficas ou, em geral, contrárias à lei, à moral e aos bons costumes aceitos ou à ordem pública;
(e) induzam ou possam induzir a um estado inaceitável de ansiedade ou temor(...) (!!)
f) induzam ou incitem a envolver-se em práticas perigosas, de risco ou nocivas à saúde e ao equilíbrio psíquico;(!!)
n) contribuam, facilitem ou incentivem, de qualquer forma, a prática de quaisquer formas de infração aos direitos de propriedade intelectual de qualquer conteúdo disponibilizado na internet."
Ou seja, se eu disser algo que vá contra os tais "bons custumes" eles se reservam o direito de apagar o meu blog. Isso vindo de uma empresa conhecida por exibir em horário a disposição das crianças e pré-adolescentes imagens e enrredos que fariam o Marquês de Sade corar!
Se eu for original criando alguma coisa que seja inovadora e publica-lá, algo como os poemas de Augusto dos Anjos, novamente estarei indo contra as regras.
Se eu argumentar a favor dos MP3, ou dos programas P2P também estarei infringindo as condições do contrato!
A única coisa que o Blogger não promete é a qualidade do serviço. Só para fazer este post o sistema deu pau 12 vezes!
Quando se argumenta a favor de padrões abertos na Internet, de que não se deve usar o servidor da Microsoft ou que se deve escolher um outro programa de troca de mensagens que não seja o MSN, as pessoas dizem que isto é uma bobagem. É uma pena que elas não consigam ver mais a diante e perceberem que se agirmos assim em pouco tempo as empresas donas destes padrões estarão cobrando por serviços que antes eram gratuítos e logo depois estarão nos dizendo que podemos ou não pensar. É o que aos poucos está acontecendo com os Blogs em geral e com o blogger em particular.
A luta por padrões abertos na Internet tem muito mais a ver com a liberdade de expressão do que com o gosto por este ou aquele programa.
Vou ter que dar um jeito de colocar minha página e meu Blog no ar de uma outra maneira.
posted by RODRIGO ARNOUD
6:31 PM
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Sábado, Dezembro 06, 2003
"um tempo que prefere a imagem à coisa, a cópia ao original".
Esta frase ultra pós-moderna de um tal de Guy Debord, de quem nunca ouvi falar, certamente se refere aos tempos em que vivemos.
A revista Isto É afirma que 40% dos brasileiros deseja ser famoso! Número impressionante!
Por que uma coisa destas seria o objetivo de tanta gente?
Imagino que um dos motivos é que sendo um "zé ninguém" a pessoa está a mercê de tudo o que a pobreza tem de pior. Sendo famoso tem-se uma proteção da mídia e se está acima da lei. Históricamente neste pais que é "alguém" pode, os outros tem que se virar.
posted by RODRIGO ARNOUD
7:01 PM
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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003
"(...)Na prática, a lei hoje iguala o menor que rouba uma maçã para comer ao que estupra e mata. (...)"
Interessante ponto de vista lá no Espírito de Porco.
Como adendo ofereço este artigo do Vinicius Torres Freire na Folha de São Paulo no qual ele sugere que as penas devem ser proporcionais... à vida do criminoso.
O assunto é muito complicado mesmo e nestas horas só o que tem é gente defendendo idéias pré concebidas. A favor ou contra isso ou aquilo. Algumas idéias me pareciam sensatas mas não concordava com nenhuma delas totalmente.
Estes artigos foram bem úteis para ver o problema sobre um novo ângulo.
posted by RODRIGO ARNOUD
1:41 AM
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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003
Hoje vendo um documentário sobre a história do video game com seus Space Invader - jogue aqui - me senti um "tio" e ao mesmo tempo feliz com estas reminiscêcias. Parece que "os bons tempos de outrora" acabam chegando para todos.
O que mais de marcou são os sons, os sons eletrônicos dos mais simples. Lembro que depois de horas jogando Pac Man na casa dos amigos ia dormir e quando fechava os olhos só apareciam aquelas imagens, mas os sons duravam até o dia seguinte.
E olha que nem sou muito chegado em jogos eletrônicos!
posted by RODRIGO ARNOUD
12:28 AM
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